segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Santificaram a Rebelião


Se você já passou por divisão na igreja, está bastante familiarizado com o terrível turbilhão de emoções e o inconsolável sofrimento que acompanham essa descida ao inferno. Se você não tem familiaridade com a experiência, um grande choque o aguarda: grupos de cristãos outrora bondosos e unidos se separarão em facções para se oporem uns aos outros. De repente manifestarão calúnia, ira, engano, medo, amargura, ódio, maledicência, falta de perdão, contenda, rebelião e orgulho.

Qualquer uma dessas atitudes, isolada em um único indivíduo, seria reconhecida e exposta como pecado. No entanto, quando ocorrem em massa em uma divisão na igreja, são consideradas de certa forma justas. A ira é redefinida como “lutar por um princípio”. A calúnia e a maledicência agora se alistam como aliadas “na busca da verdade”.

O epicentro da divisão pode ser localizado em uma única igreja, mas as ondas de choque são sentidas ao longo de uma grande área do Corpo de Cristo e em toda a comunidade. As notícias do conflito são comunicadas em sussurros como quando ouvimos falar que um membro da família tem câncer. E se trata mesmo de um câncer – pois divisão é um sistema de vida maligno, um falso crescimento autorizado pela ira, pelo orgulho e pela ambição, em vez da mansidão e paciência de Cristo. É uma guerra na qual o diabo é o único que realmente vence.

São muitos os motivos para separações na igreja. As divisões podem originar-se de confusões relacionadas aos líderes da igreja. A quem Deus realmente concedeu autoridade final em qualquer congregação? Às vezes, a raiz do conflito é simplesmente a ambição mal direcionada de um ou mais líderes associados. É claro que sempre existe a questão da batalha espiritual. Com freqüência, assim que a igreja começa a crescer em números de membros ou a desenvolver-se espiritualmente, surgem conflitos manipulados por demônios.
Talvez as separações envolvam alguma combinação de todos os citados. Entretanto, independente da fonte de cada divisão, Jesus avisou que enquanto nossa casa estiver dividida, ela “não subsistirá” (Mt 12.25).

A Primeira Divisão

Podemos achar que o Senhor não está familiarizado com a dor de uma divisão na igreja. Ele está. É provável que você se lembre de que, antes da criação do homem, o céu passou por um momento de grande rebelião, uma “divisão” se preferir.

Naquele tempo, Satanás era conhecido como Lúcifer ou Hillel Ben Shahar em hebraico. Hillel vem de Hallel, que significa louvar, adorar, servir. Ben Shahar significava filho do amanhecer. A implicação é que Lúcifer era o líder do louvor no amanhecer da criação. Dotado dos dons de liderança e criatividade musical, sua posição não lhe era suficiente. Motivado pela inveja e ambição, Lúcifer fez com que um terço dos anjos se rebelasse contra a autoridade de Deus.

O terrível crime de Lúcifer não foi apenas ter-se rebelado contra Deus – por mais que tenha sido maligno. O pior foi ter roubado um terço dos anjos por meio da calúnia contra Deus e do engano. Considere o poder de sedução e engano deste mestre da divisão: ele conseguiu convencer um grupo de anjos, que estavam contemplando a glória resplandecente de Deus, de que eles conseguiriam vencer uma guerra contra seu Criador! Em temor e admiração, eles haviam visto galáxias surgirem a partir da boca de Deus. Todavia, de alguma forma, passaram a acreditar que, sob a liderança de Lúcifer, poderiam derrotar o Todo-Poderoso.

Ainda que os anjos rebelados soubessem que Deus era completamente onisciente de cada pensamento, acreditaram que poderiam pensar antes dele. Usando discrição, calúnia e sedução, Lúcifer engendrou descontentamento entre os anjos a fim de que todos os prazeres do céu não conseguissem satisfazê-los. Então, os afastou do esplendor inimaginável da presença de Deus, convencendo-os de que a impenetrável escuridão externa lhes seria mais satisfatória. Sim, veja o poder de engano usado por nosso antigo inimigo e imagine se ele não conseguiria separar bons amigos em uma divisão na igreja aqui na Terra.

Não sabemos quanto tempo durou a rebelião no céu, e também não está escrito qual foi o engano que Lúcifer propagou. A Bíblia apenas concede fugazes reflexões sobre aquela horrível e cataclísmica divisão. Será que Deus não foi afetado pelo conflito? Será que o Pai Celestial estava perfeitamente distante da dor da separação ou sofreu algum desgosto quando os anjos a quem havia concedido o dom da vida se rebelaram contra ele? Lembre-se de que Deus viu a grande mentira espalhar-se, infectar cada anjo até que um terço uniu-se à insurreição. Será que a divisão foi a primeira grande dor no coração de Deus?

Amado, pense com temor e tremor: antes dessa antiga separação, o inferno ainda não existia pelo que sabemos. O inferno tornou-se realidade como conseqüência da divisão, criado para aqueles que acreditaram na mentira do diabo (Mt 25.41).

A Guerra Contra o Céu Continua – Dentro da Igreja

Contudo, embora Lúcifer e suas hostes tenham sido banidos para os “abismos de trevas” (2 Pe 2.4), a guerra com o céu não terminou. Começando com Adão e Eva, o diabo continuou sua guerra contra Deus. Na verdade, o conflito que os cristãos experimentam hoje, de uma forma real, é a continuação desse grande e primordial conflito. Cada vez que ele divide mais uma igreja, parte de seu objetivo é atingir novamente o coração de Deus.

Uma verdade que nos ajudará a derrotar o inimigo é saber que, quando a igreja está sofrendo a dor da divisão, o que parecem ser as questões principais geralmente nem vêm ao caso. De fato, quando Lúcifer caiu, do ponto de vista celestial, ele não manteve mais o nome Lúcifer, mas passou a chamar-se “Satanás” ou “diabo”. O significado destes dois nomes nos dá uma idéia da natureza daquilo contra o que lutamos durante uma separação.

Satanás significa aquele que se opõe ou adversário. Que poder fortalece a atitude de confronto daqueles que se opõem à autoridade estabelecida na igreja? O poder que reforça a incapacidade de reconciliar-se é satânico e pode enfiar-se entre aqueles que discordam e os que estão na liderança. Satanás ferozmente se oporá à idéia de cura e reconciliação.

O nome diabo significa caluniador. Caluniar significa mais do que “falar mal de outra pessoa”. Literalmente falando, significa aquele que coloca alguma coisa ou a si mesmo entre dois a fim de dividi-los.

O objetivo de Satanás não é apenas falar mal, mas colocar algo entre as pessoas a fim de dividi-las. A obra de dividir destrói amizades, casamentos e igrejas. Ele aumentará o que parece errado em alguém e distorcerá as reações da outra pessoa. Ele frustrará nossas tentativas de entrar em acordo e dividirá repetidamente os cristãos com novos assuntos.

Uma das marcas de uma igreja sob ataques demoníacos é que as críticas do grupo dividido nunca se esgotam: ameniza-se uma questão, e surgem mais três. Quando Satanás manipula o grupo dissidente dentro da igreja, as questões que o inflamam são apenas uma cortina de fumaça para dividir e ganhar a igreja.

Parecem bastante verdadeiras, mas, quando uma questão se torna mais central para nosso relacionamento do que a humildade, o amor e a fé, esta questão é de fato uma cunha enviada para dividir.

A Causa Mais Sutil das Divisões

Existem, talvez, muitas fontes de conflitos que levam a divisões e separações, mas nenhuma delas é mais sutil ou poderosa do que a ambição religiosa – sobretudo, quando um líder subordinado começa a imaginar que Deus o chamou para ocupar o lugar do pastor principal ou do líder do departamento.

Por meio do profeta Isaías, o Espírito Santo nos mostra o motivo da rebelião de Lúcifer contra a autoridade divina: a ambição egoísta. Manifestando-se sucintamente pela voz e ambição do rei da Babilônia (Is 14.12-14), cinco vezes o foco do orgulho de Lúcifer expressa a cobiça irrestrita pela preeminência e posição até afirmar claramente sua busca de suplantar Deus como ser supremo adorado no planeta Terra.

Lúcifer não apenas deseja ser semelhante a Deus, mas também procura “subir ao céu” e estabelecer seu trono acima das estrelas de Deus, que é o local onde o Altíssimo se assenta! O Apocalipse de João confirma este objetivo várias vezes ao longo do livro: Satanás busca ser adorado. Ele busca o lugar de Deus no céu e o lugar de Deus em nós.

Isso é vital para o seguinte discernimento: Satanás é basicamente um espírito religioso. Ele não quer destruir o mundo, mas dominá-lo. Ele colocou um terço dos anjos contra a autoridade de Deus no céu e manipula a ambição religiosa dos líderes subordinados a fim de usurpar a autoridade delegada por Deus à sua Igreja na Terra.

É claro que o envolvimento de Lúcifer na religião humana é comum e multifacetado, mas nada que ele faz é mais sutil ou diabólico do que enganar os bons cristãos a se voltarem contra os líderes de sua própria igreja.

Sempre que procuramos ocupar o lugar de alguém que Deus colocou na posição de autoridade, estamos assumindo a imagem de Lúcifer e não a de Cristo.

Por: Francis Frangipane

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

As muletas da graça!



Antes de entrar no assunto que pretendo discorrer nessa postagem, gostaria de fazer algumas observações:

Será que existem diferenças entre costumes e doutrinas?

Lembro de um amigo que recebeu um brasileiro que estava na Angola como missionário; lembro muito bem dos seus olhos arregalados ao me falar que que o irmão estava muito diferente daquilo que era antes, afinal ele ia pra igreja de terno, gravatinha (tudo como manda a cartilha) e agora estava com uma especie de vestido colorido com uma coisa na cabeça parecendo um chapeuzinho rs. Não pude me conter, tive que rir bastante! Essa historia pode parecer estranha e sem significado para muita gente, mas na realidade é algo muito presente dentro das igrejas, inclusive onde eu congrego a Assembleia de Deus.

Essas pessoas não conseguem compreender que costume se muda com o tempo de varia da localidade ao contrario da doutrina que é bíblica e imutável

Vamos as observações:

1° Os costumes são mutáveis: Posição social, sociedade, nível de instrução, cultura e etc. existem varias variáveis que fazem os costumes serem diferentes de um lugar para o outro. Se não acredita de uma volta até mesmo dentro do Brasil é verá o que estou falando!

2° A doutrina é imutável: Ela não varia com o tempo, lugar, sociedade, cultura, posição social, nível de instrução, e etc. Exemplo: Cobiçar era pecado no AT e continua sendo hoje ou seja aquilo que é bíblico é imutável.

Conforme citei acima,  entenda quando um crente perguntar se na sua igreja tem culto de doutrina, supõe-se que esta pessoa esteja perguntando se há ensino na sua igreja; a resposta será sim; entretanto o que algumas igrejas chamam de doutrina, não passa de mero costume humano, daí a grande confusão que fazem! Seus cultos doutrinários viram verdadeiros cultos carnais de ensino de tradições e a Palavra de Deus é deixada de lado.

Nestes cultos ensina-se que a mulher não deve usar batom (tentam achar isso na Bíblia), ensina-se sobre o cabelo, o tamanho e o uso da gravata, do terno, etc. Somente a doutrina da Bíblia não é pregada!

Resultado: São gerados crentes fariseus, superficiais, meninos e frágeis.

Meus irmãos, o problema não está no costume em si; pois este pode até não ser pecado e ser algo indiferente; se alguém acha que não se deve jogar bola, por exemplo, porque isso pode não ser edificante ou coisa parecida; tudo bem, mais daí a querer impor isto como ensino e verdade bíblica, isto é perigoso!

O maior problema destas igrejas e destes crentes (individualmente falando), é que colocam seus costumes e tradições em grau de importância igual ou superior a Graça de Deus. Exemplo: Para as irmãs serem salvas precisam aceitar a Jesus e colocar uma saia. A irmã que não usa saia; não é salva! Isto é como dizer que temos que aceitar a Jesus e guardar o sábado!

É extremamente perigoso quando se colocam muletas para ajudar a Graça! Fatalmente começaremos a prestar mais atenção nas muletas!

Outro detalhe é observado também na dureza de coração, o modo com o qual se dirigem àqueles que não seguem as suas tradições. As pessoas que cumprem determinados costumes, por vezes, tratam os demais irmãos com desdém; arrogância e até estupidez e maldade.

Quando se faz evangelismo, nos deparamos com “crentes” que nos tratam de modo pior do que os ímpios. Algumas jovens são até mesmo ofendidas simplesmente por usarem calça comprida.

Pense bem: Se o uso de determinados tipos de roupas (vale lembrar que não estou falando de trajes sensuais, pois existem calças indecentes e saias indecentes); fosse realmente proibido na Bíblia, isto daria respaldo para maltratarem os que estivessem errados? O que se faz com aquele que está afastado? Acabamos de matar? Ferimos?

Se, por exemplo, o usar de uma jóia fosse realmente pecado, a atitude para com estas pessoas seria a de compaixão e não a de ódio declarado e desprezo!

Cuidado! O farisaísmo leva ao fanatismo extremo e ao ódio! Olhem para os países islâmicos, onde as mulheres podem morrer apenas por terem esquecido de usar o véu.

Abandonando as muletas para viver aquilo que Cristo conquistou por mim, sem mérito nenhum meu!

Somente a graça!

Robson Moreira - Na verdade e no amor de Cristo





quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Você está no SPC do céu. CUIDADO!!!!!!!!!!!







Gosto, de escutar tudo que esteja relacionado a pregação, tudo o quanto é palavra, mensagem, programa de tv evangélico e católico, etc, sempre tentando captar algo de edificante para a minha própria vida. Sustento a convicção de que, todo aquele que firmemente se propõe a pregar o evangelho pode ter algo de bom a dizer e a ensinar.

Mas infelizmente, parece estar se formando uma ideologia entre alguns pastores evangélicos que tem me chamado a atenção.

Cada abominação em prol de defender suas proprias liturgias, vi, em um canal de televisão, um pastor de uma igreja que possui milhares de membros no Brasil, ensinar que, aqueles que não dão o dízimo, irão para o inferno.

O raciocínio é muito simples. Segundo Malaquias, que não dá o dízimo é ladrão (Mal 3,7), e, os ladrões não herdarão o Reino de Deus, conforme atesta vários textos das Escrituras.

Em uma estação de rádio, ouvi um outro pastor (que também é líder de outra denominação bastante numerosa), e que eu respeito muito, sustentar opinião parecida com essa.

Muito bem. Será que estas coisas são realmente assim?

Em primeiro lugar, quero ressaltar que não sou contrário, de modo algum, a que alguém separe uma porcentagem de seus rendimentos, e os doe à Igreja. Muito pelo contrário; a melhor instituição do mundo, para mim, é a igreja, a grande defensora da verdade cujas portas do inferno contra ela não prevalecerão, a comunidade dos santos eleitos e remidos por Deus. O protestantismo histórico sempre incentivou a dar o dízimo, e, com tais arrecadações, criava uma complexa rede de ajuda comunitária, construia orfanatos, criava escolas que posteriormente se tornaram grandes universidades, etc. Nâo se ouvia falar de escândalos financeiros, pastores milionários, ou coisas do tipo. Por isso, não precisamos ser contrários ao dízimo, às doações, às ofertas, mas sim ao modo como tal prática tem sido sustentada. Acho que utilizar "Malaquias" pode ser um erro, e, entender que não dizimar condena ao inferno é também um erro de fundamentalistas e literalistas.

Isto porque, também há inúmeros textos que contém duras ameaças para quem não guardar o sábado, a circuncisão, e inúmeras outras questões judaicas (são tantas passagens, que, qualquer que tiver uma chave bíblica as achará facilmente). E nem por isso, estes pastores as declaram obrigatórias, sob as penas do inferno.

Outra questão, é que, os levitas não tinham herança em Israel, não tinham propriedade. Será este o caso dos modernos pastores? Penso que, a maioria possui sim, seus próprios bens e propriedades.

Outro aspecto é que, será que estes pastores observam a lei do dízimo nos estritos termos do Antigo Testamento? Um dízimo anual era para o sustento dos levitas (Lv 27,30), outro, era levado para Jerusalém na festa do Senhor (Dt 14,22), e este segundo, de três em três anos, era destinado para o pobre (Dt 14,28). Eu duvido muito que estes pastores cumpram todos os requisitos vétero-testamentários acerca do dízimo.

Algo que é preciso perguntar do fundo de nosso coração, é o fato de que, em Israel, haver uma religião oficial, sendo o dízimo, uma espécie de imposto estatal. Exigir tal contribuição como uma obrigatoriedade legal mais do que um ato de adoração, em um contexto tributário tão pesado quanto o nosso não seria impor um jugo muito pesado sobre as pessoas? Todos os que administram das coisas sagradas precisam se fazer esta pergunta com temor e tremor.

Conforme já disse, não sou contra que se dê o dízimo à Igreja, ou vinte, trinta, metade dos rendimentos; na verdade, até entendo que o cristão deve realmente se esforçar para contribuir na comunidade que freqüenta, de forma periódica e em valor que demande sim algum sacrifício da parte do doador (não pode ser do que lhe sobra), mas suspeito quando utilizam da lei para tentar forçar o fiel a agir desta maneira. Nâo dizem as Escrituras que maldito aquele que não perseverar em todos os pontos da lei? Porque insistir em pregar a lei assim? Alguns sustentam que o dízimo deve ser exigido porque Abrãao deu o dízimo a Melquisedeque antes de existir a lei. Sem delongar muito sobre os aspectos culturais da ocasião, fato é que, se utilizarmos este exemplo, deveríamos dar dízimo somente uma vez na vida, pois Abrãao só viu o referido sacerdote uma vez. Portanto, fica complicado querer justificar tal prática no Antigo Testamento. Por outro lado, mesmo se admitirmos tal argumento, podemos ver que Abraão não deu o dízimo por alguma imposição legal (afinal, a lei não havia sido dada), mas o fez por livre e espontânea liberalidade, em um ato puro de adoração, uma questão pessoal dele e Deus. Penso que, neste sentido sim, o exemplo da Abrãao pode ser utilizado.

Fato é que, para os que andam no Espírito, não há lei que os condene (Gal 5,23), e, os cristãos conscientes, sabem que devem contribuir para a obra, seja para sustentar a estrutura da igreja como um todo, seja para o pagamento de seu pastores. Mas estes que jogam o peso da lei sobre os fiéis (não digo que todos o fazem de má fé) devem pensar com cuidado sua própria teologia. Isto porque, quando colocamos uma obra da lei como necessária a salvação (ou, no meu entender, qualquer obra que seja), decaímos da graça (se pudéssemos fazer algo pela nossa salvação, Jesus não precisava ter dado sua vida por nós, bastava mandar o manual lá do céu) e negamos, então, a teologia protestante, e, no meu sentir, paulina, de que o homem é salvo por graça, sem as obras da lei. O protestantismo colocou as obras, não como pressuposto, mas como resultado da salvação. Por isso, ainda que se corra o risco de não engordarmos as contribuições na igreja, jamais devemos ensinar o povo que aquele que não der o dízimo vai para o inferno, pois, caso assim façamos, fico a me perguntar se haverá muita diferença assim entre nós e aqueles que cobraram indulgências no passado...

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Evangelista é Apedrejado Enquanto Pregava Em Uma Praça Pública De BH

Evangelista é apedrejado enquanto pregava em uma praça pública de BH
Evangelista é apedrejado enquanto pregava em uma praça pública aos arredores da Rodoviária, da capital mineira Belo Horizonte, conhecido por evangelista Arlen Soares, da Missão Reluz.

O evangelista Arlen, foi atingido, no momento em que pregava um sermão sobre a necessidade de que cada pessoa se empenhe na busca por uma mudança de vida.
Arlen Soares é conhecido na capital mineira por pregar na Praça da Rodoviária há mais de 10 anos. A região é um ambiente urbano degradado, com presença de prostíbulos, pontos de tráfico de drogas e grande número de mendigos.
A agressão aconteceu na última sexta-feira, 25 de outubro, e partiu de um espectador, que segundo informações também é evangélico, e se sentiu incomodado com o discurso do evangelista, que também é um crítico da teologia da prosperidade e doutrinas neopentecostais.
Enquanto o evangelista falava, foi surpreendido com uma pedrada na cabeça, que causou um corte profundo. Os transeuntes que haviam parado para ouvir a mensagem do Evangelho, tentaram impedir a fuga do agressor, mas não conseguiram.
Arlen estava acompanhado de alguns colaboradores de sua iniciativa evangelística e foi socorrido. Sangrando, entregou o microfone para um homem identificado apenas como Ronaldo, e foi levado a um hospital da região onde recebeu três pontos.
Veja o vídeo com cenas da agressão:
Informações: Gospel Mais

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Igrejas aumentam mais que comércios e restaurantes




São 12 novos templos religiosos criados por dia no Brasil, sem contar as unidades filiadas. 

Com o número de fiéis aumentando, Igreja Batista Central, de Belo Horizonte, teve a necessidade de construir mais templos

Basta andar por qualquer bairro para encontrar um novo templo religioso. E a sensação comum de que “todo dia abre uma Igreja” é mais do que verdadeira. De 1º de janeiro até a última sexta-feira, o Brasil ganhou 2.798 igrejas registradas, de acordo com dados do “Empresômetro”, ferramenta do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), que monitora a abertura de empresas de todos os tipos no país. São quase 12 igrejas novas por dia, ou uma a cada duas horas.

Os registros religiosos só não são maiores do que os de associações, que ganharam 5.509 formalizações no mesmo período, mas superam condomínios, comércios, clínicas, restaurantes e drogarias. E o número seria ainda muito maior, se entrassem na conta as novas unidades de cada igreja já estabelecida. Fazendo uma analogia com o meio empresarial, as Igrejas têm que registrar sua “marca”, e, a partir daí, podem abrir o que seriam as filiais, sem ter que fazer um novo registro a cada nova operação.

A Igreja Batista Central, de Belo Horizonte, por exemplo, está reformando um galpão no Santa Efigênia, região Leste de Belo Horizonte, onde funcionará seu terceiro endereço. Fundada em 1961, a Igreja já tem uma unidade administrativa no bairro Santo Antônio e uma sede onde o auditório comporta 2.500 pessoas no Luxemburgo, ambos na região Centro-Sul. Vai abrir também outras em Cláudio, no Centro-Oeste mineiro, e uma em Anagé, na Bahia.

O registro da atividade foi feito há 52 anos, quando foi aberta a primeira unidade. As outras não precisam ser formalizadas porque fazem parte da mesma Igreja. O pastor de jovens, Roberto Bottrel, diz que a Igreja tem “células” que são reuniões de fiéis em casas para orar e conhecer a Bíblia em dias que não há cultos. “A Igreja pulsa de segunda a segunda”, afirma. A partir dessas células, foi identificada uma demanda na região Leste de Belo Horizonte. “Muitos fiéis das células não iam aos cultos no Luxemburgo porque moravam longe”, diz.

Inicialmente, a nova unidade funcionava em um salão de festas emprestado, onde cabiam 150 pessoas. Hoje, o galpão funciona ainda de maneira improvisada, mas já abriga 200 fiéis. Quando a reforma estiver concluída, serão 400 lugares.

Constituição garante imunidade tributária

Para abrir uma Igreja, basta registrar a ata de abertura em cartório e depois pedir o CNPJ na Receita Federal. Os templos religiosos têm imunidade tributária, o que significa que estão dispensados de pagar IPVA, IPTU, Imposto de Renda, ISS e outros sobre renda, patrimônio e serviços. Eles não estão dispensados de prestar contas ao fisco e devem entregar anualmente a Declaração de Isentos.

O professor de direito tributário Rafael Queiroz, do Centro Universitário Isabela Hendrix, explica que a imunidade é garantida pela Constituição para assegurar a liberdade religiosa, evitando que o Estado estimule uma religião com benefício fiscal, por exemplo. Os partidos políticos têm o mesmo tratamento, pelo mesmo motivo.



Fonte: O Tempo

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Deus julgará nossa motivação





A prova pela qual toda conduta será finalmente julgada é o motivo. Como a água não pode subir mais alto do que o nível, assim a qualidade moral de um ato nunca pode ser mais elevada do que o motivo que inspira. Por esta razão, nenhum ato procedente de um motivo mau pode ser bom, ainda que algum bem pareça resultar dele. Toda a ação praticada por ira ou despeito, por exemplo, ver-se-á, afinal, que foi praticada a favor do inimigo e contra o reino de Deus.

Infelizmente, a atividade religiosa possui tal natureza, que muito desse tipo de atividade pode ser realizado por motivos maus, como a raiva, a inveja, a vaidade e a avareza. Toda a atividade desse tipo é essencialmente má e como tal será avaliada no julgamento.

Nesta relação de motivos como em muitas outras, os fariseus dão exemplos claros. Eles continuam sendo o mais triste fracasso religioso do mundo, não por causa do erro doutrinário, nem porque eram pessoas de vida abertamente dissoluta. Todo o problema deles estava na qualidade dos seus motivos religiosos. Oravam, mas para serem ouvidos pelos homens, e, deste modo, o seu motivo arruinava as suas orações e as tornavam inúteis e, realmente más. Contribuíram para o serviço do templo, porém, às vezes, o faziam para escapar do seu dever para com os seus pais, e isso era um mal, um pecado. Os fariseus condenavam o pecado e se levantavam contra ele, quando o viam nos outros, mas o faziam motivados por sua justiça própria e por sua dureza de coração. Isso caracterizava tudo o que faziam. Suas atividades eram cercadas por aparências de santidade; e essas mesmas atividades, se fossem realizadas por motivos puros, seriam boas e louváveis. Toda a fraqueza dos fariseus estava na qualidade de seus motivos.

Isso não é uma coisa insignificante - é o que podemos concluir do fato de que aqueles religiosos formais e ortodoxos continuaram em sua cegueira, até que finalmente crucificaram o Senhor da glória, sem qualquer noção da gravidade do seu crime.

Atos religiosos praticados por motivos vis são duplamente maus - maus em si mesmos e maus por serem praticados em nome de Deus. Isto equivale em pecar em nome dAquele Ser que é impecável, a mentir em nome dAquele que não pode mentir e a odiar em nome dAquele cuja natureza é amor.

Os crentes especialmente os mais ativos, freqüentemente devem separar um tempo para sondar a sua alma, a fim de certificarem-se dos seus motivos.

Muito solo é cantado para exibição; muitos sermões são pregados para mostrar talento; muitas igrejas são fundadas como um insulto contra outra igreja. Mesmo a atividade missionária pode tornar-se competitiva, e a conquista de almas pode degenerar, tornando-se uma espécie de marketing eclesiástico para satisfazer a carne. Não esqueçam que os fariseus eram grandes missionários e rodavam o mar e a terra para fazer um converso.

Um bom modo de evitar a armadilha da atividade religiosa vazia é comparecer diante de Deus, sempre que possível, com nossa Bíblia aberta em I Coríntios 13. Esta passagem, embora seja considerada uma das mais belas da Bíblia, é também uma das mais severas dentre as que se acham nas Escrituras Sagradas. O apóstolo toma o serviço religioso mais elevado e consigna à futilidade, se não for motivado pelo amor. Sem amor, profetas, mestres, oradores, filantropos e mártires são despedidos sem recompensas.

Resumindo, podemos dizer que, aos olhos de Deus, somos julgados não tanto pelo que fazemos e sim por nosso motivos para fazê-lo. Não "o quê" mas "por quê" será a pergunta importante que ouviremos, quando nós, crentes, comparecermos no tribunal, a fim de prestarmos contas dos atos praticados enquanto estivemos no corpo.

A. W. Tozer

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Clamor de um jovem aos pastores mais velhos




Eu sou um jovem pregador. Bem mais jovem do que gostaria. Comecei a receber convites para pregar em outros estados com 16 ou 17 anos, mas nunca atendi aos chamados. Meus pais não deixavam. Era algo sobre venderem meus rins, não lembro bem. Assim que completei 18, passei a rodar o país levando a Palavra de Deus em igrejas de todo o tipo. Todo mesmo. Preguei lado a lado de liberais, ministrei após atos proféticos e ensinei sobre música na igreja depois do grupo de louvor cantar clássicos como “Sabor de Mel” e “Campeão, Vencedor”. Foi tenso.

Então, comecei a ter algum destaque. Ou o destaque veio antes. Nem sei direito. Sei que meus vídeos começaram a ser mais bem visualizados e as viagens se tornaram muito frequentes. Chegava a fazer três viagens por mês. Os vídeos tinham dezenas de milhares de visualizações. Meus textos bombavam. As pessoas me reconheciam na rua, no shopping, no provador de roupas da loja, na máquina de PUMP e no trânsito.

Virei, arg!, uma pessoa pública.

Então, eu comecei a ser uma ameaça. Eu nunca imaginei que isso fosse acontecer, mas outros ministros, mais velhos e menos reconhecidos, começaram a olhar para mim com algum tipo de desprezo. Eu havia percebido algo estranho, mas não sabia o que era.

Eu era um jovem, sem formação acadêmica, famoso. Os que estavam lutando no mestrado ou doutorado me viam como um afronta. Eu era um jovem, com 18 anos, rodando o país. Os que possuíam décadas de ministério me viam como um disparate. Eu era um jovem, sem grandes feitos, reconhecido. Os que tinham histórias de vida para contar me viam como uma fraude. Pessoas me confessando que determinadas atitudes foram motivadas por inveja pessoal começou a se tornar frequente.

Mas eu não percebi.

Eu continuava tentando me assentar aos pés dos mais velhos para aprender. Eu continuava tentando servir como eu podia onde eu estava. Eu continuava admirando os que já estavam há anos no ministério. Ao invés de me enturmar com os jovens, sempre tentei estar na roda de conversas dos anciãos, tentando encontrar ensino. Nunca tentei responder aos desprezos e ofensas por que eu nem sabia que este tipo de coisa acontecia.

De uns meses para cá, então, algumas coisas vieram à tona. Amigos que contaram de conversas que ouviram. Certos e-mails foram encaminhados para mim. Reuniões de pastores foram feitas tendo meu nome como a única pauta. Homens que eu admirava começaram a me tratar mal. Muitos começaram a se opor publicamente ao meu ministério, aos meus vídeos e até ao meu evangelismo.

Então, meu coração pecaminoso começou a germinar sementes de amargura que se manifestavam de duas formas. Primeiro, como revolta. Comecei a olhar para os pastores mais velhos que eram contra meu ministério com um tipo de ódio mudo. Ora, se meu vlog não é bom o suficiente, por que eles não vêm e fazem no meu lugar? Por que eles não vão lá nas igrejas neopentecostais pregar no meu lugar, então? Por que eles não vão lá nas escolas evangelizar os estudantes, oras? Depois, se manifestou como desânimo. Eles têm razão, eu deveria buscar o anonimato. Acho que vou deletar meu vlog. É, isso que eu faço não é mesmo um ministério de verdade. Já cheguei a deletar este blog uma vez e parei por mais de um ano de gravar meus sermões.

Mais algumas coisas me foram distas por estes dias, e esta foi a semana onde cheguei mais perto de deletar tudo que eu tenho na internet e ir viver como um anônimo evangelista por entre as escolas do Ceará. Ou então como um anacoreta, não decidi ainda.

Resolvi, então, escrever este desabafo. Não que eu ache prudente sair contando da própria vida na internet. Mas acho que isso pode alertar ministros mais jovens do que pode acontecer com eles. Também escrevo para que os mais velhos saibam dos efeitos de seus desprezo em outros líderes mais jovens. 

No entanto, acima de tudo, escrevo para fazer um clamor aos mais maduros:

Pastores e ministros mais velhos, ajudem os mais jovens. Por favor, nos ajudem. Se é o ímpeto da juventude nos ajuda a fazer mais coisas que vocês, é este mesmo ímpeto que nos faz meter os pés pelas mãos, muitas vezes. Se é a falta de experiências de vida que nos faz não ter os mesmos vícios e barreiras que os mais velhos, é esta mesma falta de experiência que nos leva a cometer erros básicos. Se a falta de formação nos torna mais sinceros e honestos em nossas colocações, isto também nos torna errados e rasos em muitos pontos. Pastores mais velhos, permitam-nos seus pés.

Robert Carver, que é mais velho, chama a atenção para alguns pontos importantes no relacionamento dos mais velhos para com a geração mais nova, o que levemente parafraseio abaixo:

1. Ame-nos genuinamente e pacientemente. A geração de ministros mais novos precisa saber que a geração de ministros mais velhos não está distante dela. Se a igreja é um corpo formado por muitos membros, tanto jovens quanto idosos, todos são valiosos para o funcionamento do corpo. Em Efésios 4, Paulo descreve os santos como aqueles que crescem da imaturidade espiritual “à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (v. 13). Este processo é realizado “segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor” (v. 16). Ao nos amar, vocês exercerão um impacto real sobre nós, jovens. “Amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (1 Pe 1:22). Não hesite em nos dizer que nos ama (coletivamente e individualmente). Amar-nos genuinamente e pacientemente é amar-nos como Deus nos ama.

2. Compartilhe conosco o que é mais importante para você. Nós precisamos ver o seu amor apaixonado pela Palavra de Deus. Ela te instrui, te guia, te encoraja, te convence. É um componente vital do seu dia a dia. “Do mandamento de seus lábios nunca me apartei, escondi no meu íntimo as palavras da sua boca” (Jó 23:12). Compartilhe passagens específicas que ocorreram em sua vida recentemente. Também transmita que a oração é outra coisa essencial sem a qual os cristãos não podem viver. Ore conosco e por nós. O testemunho de Paulo sobre Epafras era: “se esforça sobremaneira, continuamente, por vós nas orações, para que vos conserveis perfeitos e plenamente convictos em toda a vontade de Deus” (Cl 4:12). Exorte-nos a lutar incansavelmente na batalha contra o pecado. Encoraje-nos a fugir de paixões da juventude (2 Tm 2:22) que guerreiam contra a alma (1 Pe 2:11). Além disso, desafie-nos a ver Deus agindo em todos os acontecimentos, incluindo os detalhes de suas vidas. Encoraje-nos a agradecerem a Deus constantemente por isso e a dar toda a glória a Ele.

3. Invista em nós. Compre para nós livros que tiveram um impacto espiritual em sua vida, e se ofereça para estudar esses livros conosco. Ofereça-se para nos levar a conferências e a outros eventos cristãos. Os investimentos vocês fazemos em nossas vidas espirituais resultarão em ganhos eternos. “Lança o teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás” (Ec 11:1).

Ajudem-nos. Assim como seu desprezo e concorrência podem nos atrapalhar no ministério e nos transformar em pessoas amarguradas, seu incentivo, correção, repreensão amorosa, cuidado, amor e carinho nos darão forças para crescermos como ministros melhores, mais fiéis e mais dignos do Senhor.

Autor: Por Yago Martins

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